Tóquio - Altos níveis de radiação e as dificuldades técnicas continuam a frustrar as operações em larga escala de equipamentos para descontaminar a usina nuclear de Fukushima.
O equipamento que descontamina a água, chamado ALPS (sistema de processamento avançado líquido), começou a funcionar em março de 2013 e reduziu os níveis de 62 tipos de substâncias radioativas, como o estrôncio, para abaixo dos limites permitidos.
Mas a Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina, foi forçada a suspender as operações repetidas vezes, tendo descoberto furos de corrosão e vazamentos de líquidos.

Água turva foi encontrada no canal B do sistema ALPS em março. Dois meses depois, todos os três canais foram paralisados após problemas detectados nos canais A e C em 17 e 20 de maio, respectivamente.
A Tepco concluiu que o material para preencher lacunas havia se deteriorado devido à exposição à radiação e retomou as operações no canal B em 23 de maio. A operadora também planeja reiniciar os canais A e C até o final de junho, após o conserto.
Leituras de radiação não só danificaram o sistema, mas também impediram os trabalhadores de passar longas horas perto do ALPS para inspeções e reparos.
O sistema ALPS é formado por dois processos: pré-processamento e absorção.
O sistema elimina primeiro materiais que podem dificultar os procedimentos de remoção de substâncias radioativas em sua fábrica de pré-processamento.
Depois de todos os processos de pré-processamento, a água é transferida para a instalação de absorção, onde os materiais radioativos são retirados.
Desde 27 de maio, cerca de 360 mil toneladas de água altamente contaminada permanecem armazenados em tanques na usina nuclear para serem processadas pela ALPS.
Enquanto o equipamento de descontaminação processou apenas 85 mil toneladas de água desde o início do seu funcionamento, a Tepco e o governo esperam que todo o volume no local possa ser manipulado até o final deste ano fiscal, em março.
Para atingir esse objetivo, a Tepco pretende dobrar a capacidade de processamento atual de até 750 toneladas por dia. Também se espera que o governo financie a introdução de um sistema similar com capacidade de até 500 toneladas por dia, em um futuro próximo.

Alternativa Online e Reuters

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