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    24 abril 2014

    Imortalidade da Alma e Ressurreição

    sono da alma na mira da verdade
    Imortalidade da Alma e Ressurreição – como conciliar tais doutrinas?
    Existe quem pensa que ensinar um estado intermediário é contraditório ao ensino da ressurreição. Além disso, argumentam eles, ‘se já existe após a morte, paraíso e tormento, por qual motivo haveria juízo final’?
    Temos que começar nossa resposta mostrando que apesar da insatisfação de alguns, não existe tensão entre esses ensinos, de maneira alguma. No estado intermediário temos uma prévia demonstração ao espírito/alma, do que ele receberá após a ressurreição juntamente com o corpo. Em nenhum caso é a retribuição plenado que foi estabelecido para ele, mediante sua fé ou não no Evangelho, segundo a graça de Deus (Lc 23.43; 16.19-31). É um estado de espera (Hb 12.23; Ap 6.9,10).

    Em segundo lugar, devemos destacar que o estado intermediário não é apresentado como esperança escatológica na Bíblia. Tal como a morte não era do plano de Deus, em sua proposta no pacto de obras com Adão, o estado intermediário é um esquema temporário a isso que surgiu por causa da morte (Gn 3.19; Ec 12.7 [veja Mt 25.41]).
    Em terceiro, destaco que é impossível uma alma sem corpo desfrutar do Novo Céu e da Nova Terra, sem ter seu corpo glorificado. Somos pessoas com alma/espírito e corpo. Um todo, e não apenas partes, é a imagem de Deus. De igual maneira, é impossível uma punição aos ímpios plena, sem deflagrar também contra o instrumento da alma – o corpo (Mt 10.28; I Co 6.13). Só não temos muitas evidências bíblicas de como serão os corpos do ímpios, mas Cristo prometeu que os ímpios ressuscitarão (Lc 11.29-32).
    Portanto, a promessa escatológica só pode ser desfrutada após o retorno do Senhor, quando Ele glorificar os santos – dando-lhes um corpo glorificado- unindo a alma e o corpo (I Ts 4.16-18). Então, ele será capaz de desfrutar da presença de Deus de uma maneira que sua alma não podia. Afinal, agora ele está com um corpo semelhante ao que o Senhor Jesus tem! (I Jo 3.2).
    Já que o céu é chamado de paraíso na Bíblia (Lc 23.43; II Co 12.4; Ap 2.7) é correto dizer que quando um cristão morre ele vai para o paraíso. Ou mesmo dizer “estar com Cristo”, é aceitável nos dizeres bíblicos (Fl 1.23). Os termos “descanso” ou “sonos dos justos” (I Ts 4.13), são linguagens figuradas que representam o descanso que nosso corpo recebe em relação aos trabalhos e sofrimentos no estado atual [nesse caso, até mesmo o ímpio], e a completa inconsciência de nossa alma para com as tribulações desse mundo (Ec 9.4-6,10).
    Esse é o testemunho bíblico.
    Veja o vídeo:

    Presb. Silvestre

    Milton Bitbull

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